Diferencial competitivo em logística

Por Fabiana Batista | De São Paulo

Quando começou a onda de investimentos em etanol fora do Estado de São Paulo, por volta de 2006, o presidente da Cerradinho, Luciano Sanches Fernandes, pesquisou solo, clima, priorizou incentivos fiscais dados por governos estaduais, mas uma das suas grandes preocupações era a logística para acessar o Estado de São Paulo, maior consumidor de combustíveis do país.

O local não poderia ser mais adequado. A usina do grupo foi instalada a 40 quilômetros do terminal ferroviário da América Latina Logística (ALL) em Chapadão do Sul (MS). Lá, a empresa construiu uma estação de transbordo, que carrega no trem seu etanol hidratado com rumo a Paulínia (SP). "Nossa logística é muito competitiva. É como se estivéssemos produzindo etanol em São Paulo", diz o diretor comercial e de logística do grupo, Charles Wagner Zanotti. A condição faz toda a diferença, uma vez que apenas 30% do etanol hidratado produzido em Goiás é consumido no próprio Estado.

Com capacidade de transbordo de 1 bilhão de litros por ano, a estrutura tem uma taxa de utilização de 60%, com etanol próprio e de quatro usinas da região. No fim do ano passado, a empresa começou a explorar uma nova oportunidade de negócio na estrutura de transbordo. Fechou um contrato com a distribuidora Ipiranga com duração inicial de três anos. A nova cliente traz de Paulínia, pela ferrovia, óleo diesel para abastecer o Centro-Oeste e usa o terminal da Cerradinho para descarregar o produto em Chapadão do Sul.

Com a ferrovia, operada pela ALL, a Cerradinho Bioenergia tem um contrato de transporte de 20 anos, assinado em setembro de 2010. A mudança do controle da ALL, que passará para as mãos da Rumo, braço logístico da Cosan, não preocupa o executivo. "Nosso contrato garante direito de preferência para quando a ALL for renovar sua concessão", afirmou Zanotti. (FB)

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